Uma frase, de um filosofo francês Iluminista tão conhecido, colocou-me a pensar: Se penso logo existo (René Descartes). Bem, existir de que forma, para a sociedade ou para se mesmo?Podem ter diversas formas de existir, porém, ele afirma o seguinte, à medida que, o homem aprimora a capacidade de raciocinar este passa a “existir” como ser questionador, mas isto não significa que ele vá “existir” no meio social. No meio social capitalista, quem realmente “existe” são as grandes personalidades (dinheiro), isto é, a existência como pessoas que ditas as regras do sistema e usa sua “existência” para defender seus interesses pessoais. È leitor, por mais ser pensante que seja o indivíduo, ele só vai “existir” na sua individualidade (ego) e no meio de algumas pessoas que o valoriza e conhecem seu trabalho. Além do mais, você é apenas mais um entre tantos outros que se ilude com aquele velho chavão, que diz; “o sol nasceu para todos”. Na verdade o sol não nasce para todos, isso é um engodo, ele brilha para aqueles que têm grandes idéias voltadas a dar lucro. Quando esta idéia já não é tão interessante ao mercado, ai meu amigo, o brilho vai logo embora, e os raios solares que iluminavam aquele cidadão logo se apagam deixando–o na escuridão. Qual a conseqüência disso? O homem deixa de existir. Existir na verdade, depende não da capacidade do indivíduo de sistematiza suas ideais (ser pensante) e sim, se esta terá um fim economicamente lucrativo ao “grande capital”.
Você caro leitor, não fique iludido com frase de grandes pensadores e também de chavões mentirosos que, tenta o tempo todo camuflar a realidade, com ideologias que incutem na sociedade uma falsa sensação de normalidade social. O real objetivo destas “frases de efeito” é mostrar a população de que tudo esta andando maravilhosamente bem. Realidade como: A educação é o meio mais democrático de ascensão social, o sol nasce para todos, o trabalho dignifica o homem dentre outros. Para ser mais claro, concordo em partes quando falam que a educação é o meio mais democrático à ascensão social, pois concordo realmente ela seja capaz de mudar a vida social de uma pessoas, porém, desde que todos tenham direito a uma educação de qualidade. O que notamos em nosso país é, “escolas para todos e educação para quem pode pagar”. Já no que diz respeito à frase “o trabalho dignifica o homem”, esta é a maior jogada de marketing do “grande capital”. Analise, desde quando trabalho traz dignidade a alguém! Quem oferece isso ao homem é um bom emprego, as más condições e excesso de trabalho proporcionam ao indivíduo, doenças e desilusão. Desilusão por ter trabalhado e gerado riqueza ao seu país a vida toda e muitas vezes não ter nem uma casa própria, não poder oferecer uma educação de qualidade aos seus filhos, não ter direito a uma assistência social. É isso que ter dignidade? E também te pergunto, este homem existe para o meio social? Não, ele não existe! Ele nada mais é do que, uma pequena peça ao qual se uni as outras minúsculas peças da engrenagem do sistema social e que, de forma irônica são “importantes” para manutenção deste, sem estas pequenas peças o sistema não funcionaria, contraditório não. Importante porque, são elas quem operam e põe em funcionamento o sistema capitalista (massa de manobra), que é articulado, esquematizado e manipulado pelas pessoas que realmente “existem” para a sociedade, uma pequena minoria detentora do capital.
Existe ou não no meio social é uma questão financeira ou de poder. O poder ainda mais interessante, pois este nem sempre precisa de dinheiro para consegui-lo. Mas isso é uma outra história que falarei no próximo texto. Agora, posso te fazer uma pergunta? E você, existe para o meio social?
Escrito por: Bibito Matos

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